O secretário de Estado do Meio Ambiente, Alexander Torres Maia, disse nesta sexta-feira (06.05), durante o lançamento do Programa Integrado “Mato Grosso Unido contra as Queimadas”, no Palácio Paiaguás, que a meta do governo para este ano é de que os municípios reduzam em 65% (em relação ao ano passado), o número de queimadas e incêndios florestais.
Ao ser questionado se esse percentual não seria ousado, Maia disse que se forem levados em conta “os danos provocados por essa prática criminosa ao meio ambiente, à saúde da população e à economia do Estado, esse número não pode ser considerado ousado”. E concluiu, “nós somos ousados e, para que possamos alcançar esse percentual estamos propondo uma união efetiva de esforços, de todos os setores do governo, de todos os poderes públicos, estaduais e municipais e da sociedade, no combate às queimadas”.
Só para se ter uma ideia dos prejuízos causados pelas queimadas, em 2010, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, foi registrado um aumento de 300% nos procedimentos de nebulização e 30% nos atendimentos ambulatoriais. Só em tratamento de doenças respiratórias causadas pelas queimadas, o Estado de Mato Grosso gastou entre os anos de 2005 a 2010 R$ 94,3 milhões. Na Capital, por exemplo, no ano passado, foram registrados 1.628 focos de calor.
O Programa Integrado “Mato Grosso Unido contra as Queimadas”, foi lançado pelo governador Silval Barbosa, numa solenidade concorrida que contou a presença de todos os parceiros da iniciativa, que atenderam ao chamado do Executivo estadual para a empreitada que visa reduzir o número de focos no Estado.
“Evitar as queimadas não é responsabilidade do Governo do Estado, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, mas sim de todos e de cada um de nós, cidadãos mato-grossenses”, salientou Alexander Maia.
Construído de forma conjunta entre o Governo do Estado, por meio das Secretarias de Meio Ambiente (Sema), de Educação (Seduc), de Saúde (SES), de Comunicação Social (Secom), Comitê de Gestão do Fogo, Ministério Público e Tribunal de Justiça, Secretaria Municipal de Saúde, o Programa Integrado que conta ainda com a parceria do Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Associação Mato-grossossense dos Municípios (AMM), propõe a união de esforços em todas as esferas de governo, estadual e municipal e a sociedade, para uma ação integrada, nessa primeira fase, de caráter preventivo, de educação ambiental.
A estratégia adotada pelo programa foi a de levar ao conjunto da sociedade, informações sobre os malefícios do uso indiscrimado do fogo nas áreas rurais e urbanas, e sua respectiva responsabilização, por meio de audiências públicas coordenadas pelo Tribunal de Justiça, Ministério Público e Governo do Estado.
Cuiabá foi o primeiro município a receber a iniciativa. Na audiência pública realizada na última quarta-feira (04.05), o prefeito Francisco Bello Galindo Filho assinou o “Pacto pela Redução das Queimadas” na Capital. Entre as medidas que devem ser adotadas para isso estão a realização de campanhas educativas, implantação do Comitê Municipal de Gestão do Fogo e priorização das ações de fiscalização de terrenos baldios.
Durante a audiência pública, que teve como tema “As consequências das queimadas para a saúde e o meio ambiente”, representantes de diversos setores puderam debater o assunto e apresentar sugestões para garantir o engajamento da sociedade visando a redução das queimadas.
Esse será o conteúdo adotado em todas as 12 audiências públicas a serem realizadas nos municípios de Rondonópolis (09.05), Sinop (12.05), Tangará da Serra (16.05), Juara (23.05), Juína (24.05), Aripuanã (25.05), Alta Floresta (07.06), Guarantã do Norte (08.06), São Félix do Araguaia (14.06), Canarana (16.06) e Cáceres (21.06).
Ainda durante a solenidade no Palácio Paiaguás, o secretário de Meio Ambiente entregou ao governador o Plano Integrado de Prevenção às Queimadas e Combate aos Incendios Florestais. Nesse plano estão consolidadas as informações e intenções, em um formato que permita um melhor direcionamento das ações de prevenção, preparação e resposta rápida de combate, na hipótese da ocorrência de incêndios florestais.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
A baleia jubarte não aguenta tanto sofrimento e morre
A baleia que estava encalhada há dois dias na praia de Geribá, em Búzios, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e morreu no início desta quarta-feira (27) será levada para um aterro sanitário. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios, o corpo da baleia deverá ser cortado para facilitar o transporte do animal, da espécie jubarte, com cerca de 12 metros e 25 toneladas.
Normalmente, segundo a secretaria, o animal seria enterrado na própria praia. Mas como seria necessário cavar muito fundo haveria o risco de a carcaça da baleia ficar próxima do lençol freático e contaminar a água usada na região. Numa cova mais rasa, a baleia poderia ser descoberta pelas marés e ficar apodrecendo na praia, explicou a secretária Adriana Saad, que tomou a decisão em conjunto com os especialistas.
O local onde a baleia morreu está resguardado por dois bombeiros, que aguardam a chegada de tapumes para cercar o animal para que os técnicos possam começar a cortar o animal sem chocar as pessoas que estão na praia. Os restos da baleia serão então colocados em caminhões e levados para um aterro sanitário.
A secretária Adriana Saad acredita que o trabalho será todo concluído ainda nesta quarta-feira.

O local onde a baleia morreu está resguardado por dois bombeiros, que aguardam a chegada de tapumes para cercar o animal para que os técnicos possam começar a cortar o animal sem chocar as pessoas que estão na praia. Os restos da baleia serão então colocados em caminhões e levados para um aterro sanitário.
A secretária Adriana Saad acredita que o trabalho será todo concluído ainda nesta quarta-feira.
Bombeiros passaram a tarde de terça-feira (27) tentando desencalhar baleia na Praia de Geribá, em Búzios (Foto: Reuters)
Segundo o veterinário Milton Marcondes, diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, que vinha acompanhando a tentativa de salvamento do animal, a baleia entrou em choque, seguido por uma convulsão e morreu por volta de 0h30 desta quarta, frustrando a operação do Corpo de Bombeiros, que pretendia devolver o animal ao mar nas primeiras horas da manhã desta quarta.
"Quando a maré baixou que ele ficou inteirinho no seco, a respiração dele ficou muito mais comprometida. Ele já estava com os órgãos sendo comprimidos desde o começo do encalhe, na segunda-feira, e ele acabou entrando em convulsão e vindo a óbito por volta da meia-noite e meia", explicou Marcondes.Um rebocador cedido pela Petrobras chegou à praia na tarde desta terça-feira (26) e seria usado na operação de resgate. De acordo com informações dos bombeiros do município, a embarcação estava a 1,6 mil metros da praia e pronto para iniciar o desencalhe. O animal, que estava amarrado por cordas e posicionado de frente para o mar, seria puxado assim que a maré subisse durante a madrugada.
Cerca de 300 pessoas acompanharam o trabalho dos bombeiros, entre moradores da região e turistas. Apesar da chuva e do frio, voluntários passaram a madrugada desta terça acampados na praia, para monitorar as condições do animal. “Quando a maré secou muito, a baleia ficou ressecada. A gente teve que ficar se revezando para lançar água com baldes. Foi o suficiente para mantê-la viva.
De acordo com biólogos, o animal estaria voltando do Nordeste brasileiro, rumo à região da Antártida, depois do ciclo reprodutivo. Em cerca de dez horas, foram pelo menos cinco tentativas de resgate, sem sucesso.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A luta continua - Baleia Jubarte encalhada em Búzios
| A primeira tentativa sem sucesso. |
| Navio rebocador |
| Essa foi a hora que arrebentou a corda. |
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
O pior vazamento de óleo da história dos Estados Unidos
Pode demorar muitos anos até que os efeitos do derramamento sejam totalmente compreendidos. Os cientistas ainda não sabem ao certo nem ao menos de que forma o vazamento de 780 milhões de litros do poço operado pela British Petroleum (BP) - dos quais 643 milhões ficaram no Golfo do México - afetará a vida das plantas e dos animais marinhos que habitam um dos mais diversificados ecossistemas aquáticos do planeta.
“Há muita coisa que já está começando a se revelar”, observou Steve Murawski, cientista da Agência de Pesquisa Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. “Mas ainda vai precisar de um tempo para que tenhamos uma perspectiva mais ampla da situação.”
Murawski acredita que os cientistas passarão anos estudando a região, como aconteceu depois do desastre ambiental envolvendo o Exxon Valdez, ocorrido em 1989 no Alasca. E o vazamento do Exxon Valdez foi proporcionalmente bem menor, em comparação com o da BP. “Certamente viveremos com isso durante décadas”, declarou.
Os cenários apocalípticos temidos nos piores dias do derramamento não se concretizaram e a maior parte do petróleo evaporou ou dispersou-se, os pântanos voltaram à vida e o número de animais mortos encontrado foi bem inferior ao esperado. Mesmo assim, essas boas notícias não escondem temores de que o país talvez esteja mudando o foco prematuramente, na crença de que não seriam possíveis mais danos em decorrência do desastre ambiental. “Posso dizer com honestidade que estou muito pessimista com relação a isso”, diz Byron Encalade, presidente da Associação de Ostreicultores da Louisiana. “Não temos nem ao menos uma avaliação completa dos danos nem de quanto tempo será necessário para arrumá-los. É disso que a gente vive. Não temos a quem recorrer”.
Passados seis meses do desastre, o governo norte-americano já reabriu cerca de 90% das águas do litoral para a pesca e assegura que os frutos do mar extraídos das áreas recém-reabertas estão bons para o consumo. Mas a indústria comercial de pesca sofre agora de um problema agudo de imagem. Os carregamentos da camarões e de peixes estão saindo, mas os processadores desses alimentos têm-se deparado com a fraca demanda de um público desconfiado.
Existe óleo abaixo da superfície
O governo norte-americano afirma que a maior parte do óleo do Golfo do México já desapareceu. Mas pesquisadores independentes têm encontrado quantidade significativa de petróleo abaixo da superfície marinha, inclusive no leito oceânico. Eles temem que esse óleo que não se dissipou venha a afetar espécies da base da cadeia alimentar das espécies marinhas, o que interferirá na taxa de reprodução de peixes como o atum azul, que habitou a região do vazamento durante a época de procriação.
O óleo ainda está grudado nas areias das praias ao longo da costa norte-americana e ainda torna imprópria grande parte da orla da Louisiana. Os pântanos da Baía de Barataria - onde há viveiros produtivos de camarões e de ostras e lugar que dá abrigo a milhares de espécies de aves marinhas e pássaros migratórios - ainda estão imundos.
Um fundo de compensação de US$ 20 bilhões criado pela BP liberou até o momento cerca de US$ 1,5 bilhão para empresários e pescadores afetados por um verão de baixa receita. Apesar disso, muitos deles ainda esperam pelas reparações e encontram bastante dificuldade para pagar suas contas. A BP estará sujeita a bilhões de dólares em multas assim que a análise dos danos for concluída.
Enquanto isso, seis meses depois da maior catástrofe ambiental da história recente dos Estados Unidos, a indústria da exploração de petróleo e gás em águas profundas passa por mudanças. O governo norte-americano impôs rapidamente novas regras para a exploração depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon, na qual morreram 11 trabalhadores e que deu início ao derramamento.
Uma moratória à exploração de poços em águas profundas no Golfo do México foi levantada há pouco tempo, mas não sem antes as companhias responsáveis pelas plataformas terem sido obrigadas a atender a normas mais rigorosas para poder voltar a operar.
O risco de uma nova catástrofe no futuro persiste porém, uma vez que as petrolíferas continuam a perfurar em águas profundas apesar de ainda não terem aplicado novas medidas de segurança - como melhores sistemas de vedação ou a realização de testes e análises para detectar perigo de explosão - que poderão evitar acidentes no futuro.
Água para 123 milhões de brasileiros depende da Mata Atlântica
Um dos conjuntos de ecossistemas mais ameaçados do mundo, bioma apresenta alto índice de destruição, inferior apenas ao das florestas quase extintas da Ilha de Madagascar. Mas ainda é uma das regiões do mundo mais ricas em diversidade biológica.
A Mata Atlântica apresenta hoje a área de vegetação nativa brasileira mais devastada do País. Reduzida a apenas 27% de sua cobertura original, ainda é uma das regiões do mundo mais ricas em diversidade biológica, embora dados apresentados pela SOS Mata Atlântica assegurem que apenas 7,26% de seus remanescentes permanecem bem conservados.
A Mata Atlântica apresenta hoje a área de vegetação nativa brasileira mais devastada do País. Reduzida a apenas 27% de sua cobertura original, ainda é uma das regiões do mundo mais ricas em diversidade biológica, embora dados apresentados pela SOS Mata Atlântica assegurem que apenas 7,26% de seus remanescentes permanecem bem conservados.
Sua manutenção e preservação deixou de ser uma prioridade restrita aos ambientalistas. Agora, depende do envolvimento de todos os setores produtivos, econômicos e sociais do Brasil, uma vez que em seus limites vivem 123 milhões de pessoas - 67% de toda a população brasileira.
Esse número expressivo de habitantes necessita da preservação dos remanescentes de vegetação nativa, dos quais depende o fluxo de mananciais de águas que abastecem pequenas e grandes cidades.
As áreas de cobertura vegetal nativa que ainda restam prestam serviços ambientais importantes, como a proteção de mananciais hídricos, a contenção de encostas, a temperatura do solo e a regulação do clima, já que regiões arborizadas podem reduzir a temperatura em até 2º C.
Segundo um estudo da entidade WWF, mais de 30% das 105 maiores cidades do mundo dependem de unidades de conservação para garantir seu abastecimento de água. As matas ciliares, nome dado ao conjunto de vegetação localizada às margens dos cursos de água, foram avaliadas como comprometidas na Mata Atlântica. São fundamentais para a proteção e preservação da diversidade da flora e fauna, pois além de evitar o agravamento de secas e o aumento das enchentes, também funcionam como corredores para que animais e sementes possam transitar entre as áreas protegidas e garantir a alimentação e variabilidade genética das mais diferentes espécies.
As áreas bem conservadas e grandes o suficiente para garantir a biodiversidade e manutenção da Mata Atlântica a longo prazo não chegam a 8% de sua cobertura vegetal original. A região continua a sofrer sérias ameaças, que podem se agravar caso o Código Florestal brasileiro sofra alterações que não garantam a utilização responsável e sustentável de seus recursos naturais.
Além de reduzidos, os remanescentes estão fragmentados e se distribuem de maneira não uniforme ao longo do território, fator que compromete a perpetuidade de espécies raras, endêmicas e ameaçadas de extinção.
Hotspot - Especialistas estimam que a Mata Atlântica, considerada um hotspot (área prioritária para conservação, com alta biodiversidade e endemismo e ameaçada no mais alto grau) possua mais de 20.000 espécies de plantas, aproximadamente 35% de toda a flora existente no País.
Segundo dados da Conservação Internacional (CI), trata-se do hotspot número 1 entre as regiões monitoradas em todo o mundo. Levantamentos indicam que sua área abriga 849 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis , 270 espécies de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes. Outro dado alarmante: das 472 espécies ameaçadas de extinção em todo o território nacional, 276 (mais de 50%) estão na região.
"As ações de proteção do MMA direcionadas à Mata Atlântica incluem o aperfeiçoamento da legislação, com a aprovação da Lei da Mata Atlântica e a instituição de projetos e programas de conservação e recuperação de mata nativa", afirma o coordenador do núcleo Mata Atlântica do MMA, Wigold Schaffer. "Também envolvem o monitoramente e fiscalização dos desmatamentos e queimadas, a criação e implementação de unidades de conservação e a ampliação de parcerias com instituições públicas e privadas da sociedade civil."
Considerada por especialistas como um avanço na legislação ambiental brasileira, a Lei da Mata Atlântica (nº 11.428/2006) e sua regulamentação possuem regras claras e incentivos para que a conservação, proteção, regeneração e utilização sustentável de seus componentes sejam implementadas.
Schaffer explica que uma das principais metas do Governo Federal é transformar pelo menos 10% da área total da região em unidades de conservação (UCs) de proteção integral e uso sustentável. Atualmente, existem 123 UCs federais e 225 estaduais na Mata Atlântica, o que resulta em quase 1,7 milhão de hectares transformados em áreas de proteção integral (3%) e pouco mais de 2 milhões de hectares de áreas de uso sustentável.
Ameaça - Dentre as espécies de flora ameaçadas em seus limites, destacam-se o pau-brasil, araucária, palmito-juçara, jequitibá, jaborandi, jacarandá e imbuia, além de orquídeas e bromélias.
Com relação à fauna, das 202 espécies de animais consideradas oficialmente ameaçadas de extinção no País, 171 eram da Mata Atlântica. Das 20 espécies de répteis ameaçadas no Brasil, 13 ocorrem neste bioma. Entre os animais terrestres que ocorrem na região sob alto risco de extinção, 185 são vertebrados (quase 70% do total ameaçado no Brasil), entre eles 118 aves, 16 anfíbios, 38 mamíferos e 13 répteis.
Alguns deles ficaram bastante conhecidos após campanhas de preservação, como o mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-da-cara-preta, a saíra-sete-cores, papagaio-da-cara-roxa e o tatu-bola.
Além da perda de hábitat, as espécies da Mata Atlântica são vítimas do tráfico de animais, comércio ilegal que movimenta no mundo US$ 10 bilhões por ano.
Fatores de perda - Entre os fatores de destruição da vegetação nativa da Mata Atlântica constam a expansão da pecuária bovina, a implantação de monoculturas agrícolas, o reflorestamento com espécies exóticas, a abertura de novas fronteiras de agricultura e de ferrovias e rodovias sem estratégias sustentáveis.
O avanço desordenado das cidades, empreendimentos e grandes obras de infraestrutura, bem como a mineração e a exploração madeireira também contribuíram para a degradação da cobertura vegetal original.
De 2005 a 2008, os estados que mais desmataram foram Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia, responsáveis por mais de 80% do total de desmatamento ocorrido no período.
Em 2006, o MMA indicou 880 áreas prioritárias para conservação distribuídas em 429 mil km2 de Mata Atlântica. Desse total, 522 são áreas novas e 358 já possuem algum tipo de proteção.
Corredor Ecológico - O conceito de corredor ecológico ou corredor de biodiversidade se refere a extensões significativas de ecossistemas nos quais ocorre o fluxo de indivíduos e genes entre áreas remanescentes de ecossistemas, unidades de conservação e áreas protegidas. Aumentam, assim, a probabilidade de sobrevivência das diferentes espécies que neles habita, e asseguram a manutenção de processos evolutivos em larga escala.
O Corredor Central da Mata Atlântica, localizado nos estados da Bahia e Espírito Santo ao longo da costa atlântica, estende-se por mais de 1.200 km no sentido norte-sul, e foi implementado desde março de 2002. O corredor agrega ecossistemas aquáticos de água doce e marinhos (dentro da plataforma continental).
O projeto conta com a assistência técnica da Cooperação Brasil-Alemanha (GTZ) e com investimentos do banco alemão KFW e da União Europeia. Também atuam em projetos de conservação da região a Fundação SOS Mata Atlântica, Conservação Internacional, WWF, Mater Natura e outras entidades não-governamentais.
Outra grande área de preservação dentro dos limites da Mata Atlântica é o Corredor da Serra do Mar, que cobre cerca de 12,6 milhões de hectares, do Paraná ao Rio de Janeiro, englobando as serras do Mar e da Mantiqueira.
Bom exemplo - Quando adquiriu a Fazenda Bulcão, em Aimorés (MG), o fotógrafo Sebastião Salgado encontrou uma propriedade quase totalmente formada por pasto degradado. Com o processo de recuperação da área, realizado pelo Instituto Terra, o local foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e a fazenda foi tornou-se a primeira RPPN recuperada de área degradada na Mata Atlântica.
Nela já foram plantadas mais de 1 milhão de mudas nativas desde 1999. Como resultado, o fluxo de água da região ficou mais homogêneo ao longo do ano, e foram cadastradas sete nascentes que ainda não haviam sido identificadas no Córrego do Bulcão, que passa dentro da propriedade. O local funciona também como corredor ecológico e referência de envolvimento social na preservação da Mata Atlântica.
Definição e abrangência - A Mata Atlântica é composta por um conjunto de formações florestais, campos naturais, restingas, manguezais e outros tipos de vegetação que são considerados ecossistemas associados e compõem diferentes paisagens. Essas formações cobriam originalmente total ou parcialmente 17 estados brasileiros e abrangiam uma área de aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados.
domingo, 24 de outubro de 2010
A maior fábrica de energia solar do mundo
A maior fábrica de energia solar do mundo inaugurada no início do mês demonstra que os investimentos em energias renováveis estão a todo vapor.
São quase 90 acres de área dedicadas a coleta de energia solar capazes de produzir até 80 megawatts de eletricidade. E a fábrica não fica em uma área deserta ou remota do mundo, e sim numa região rural próxima a cidade de Ontário no Canadá.
Terminada no fim do último mês pela Sarnia, a fábrica utiliza painéis solares finos da First Solar que necessitam de menos carbono na sua fabricação.
Com capacidade de produção anual prevista para 120,000 MWh por ano será possível segundo a empresa satisfazer as necessidades energéticas de cerca de 12.800 casas.
Instalações dessa magnitude nos fazem pensar no impacto da construção dessas fábricas, uma vez que grandes áreas verdes estão sendo substituídas.
O mais interessante é que a empresa dona do projeto é a Enbridge Inc. uma companhia de energia que tem como principal produto o petróleo. A companhia esteve recentemente envolvida em um grande vazamento em Michigan nos Estados Unidos. Será que estamos vendo uma migração dos investimentos para opções mais seguras e renováveis.
São quase 90 acres de área dedicadas a coleta de energia solar capazes de produzir até 80 megawatts de eletricidade. E a fábrica não fica em uma área deserta ou remota do mundo, e sim numa região rural próxima a cidade de Ontário no Canadá.
Terminada no fim do último mês pela Sarnia, a fábrica utiliza painéis solares finos da First Solar que necessitam de menos carbono na sua fabricação.
Com capacidade de produção anual prevista para 120,000 MWh por ano será possível segundo a empresa satisfazer as necessidades energéticas de cerca de 12.800 casas.
Instalações dessa magnitude nos fazem pensar no impacto da construção dessas fábricas, uma vez que grandes áreas verdes estão sendo substituídas.
O mais interessante é que a empresa dona do projeto é a Enbridge Inc. uma companhia de energia que tem como principal produto o petróleo. A companhia esteve recentemente envolvida em um grande vazamento em Michigan nos Estados Unidos. Será que estamos vendo uma migração dos investimentos para opções mais seguras e renováveis.
terça-feira, 21 de julho de 2009
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Subcomissão vai ao Pará debater zoneamento ecológico
A Subcomissão da Reserva Legal, criada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, promove na quinta-feira (6), em Belém, um seminário sobre reserva legal e zoneamento ecológico-econômico no bioma floresta amazônica. Prevista no Código Florestal (Lei 4.771/65), a reserva legal estabelece percentuais de floresta nativa que devem ser preservados em propriedades rurais. Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade.
Participarão do debate o secretário de Meio Ambiente do Pará, Valmir Gabriel Ortega, e representantes do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e das federações da Agricultura e da Indústria do estado.
A audiência será realizada a partir das 9 horas, na Assembléia Legislativa do Pará. O evento é promovido em parceria com a Assembléia.
Projeto em análise
A Subcomissão da Reserva Legal foi criada para analisar a eficácia do sistema de reserva legal e de avaliar os resultados dos trabalhos de zoneamento ecológico-econômico. Atualmente, a Câmara analisa o Projeto de Lei 6424/05, que modifica as regras de reserva legal no País. Esse projeto aguarda votação na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.
Participarão do debate o secretário de Meio Ambiente do Pará, Valmir Gabriel Ortega, e representantes do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e das federações da Agricultura e da Indústria do estado.
A audiência será realizada a partir das 9 horas, na Assembléia Legislativa do Pará. O evento é promovido em parceria com a Assembléia.
Projeto em análise
A Subcomissão da Reserva Legal foi criada para analisar a eficácia do sistema de reserva legal e de avaliar os resultados dos trabalhos de zoneamento ecológico-econômico. Atualmente, a Câmara analisa o Projeto de Lei 6424/05, que modifica as regras de reserva legal no País. Esse projeto aguarda votação na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Especialistas debatem alternativas para o consumo sustentável de madeira
Brasília - Especialistas e parlamentares discutiram ontem (6) a criação de procedimentos para a aquisição responsável de madeira, exigindo provas de sua legalidade e origem. O objetivo é evitar a destruição de florestas e combater o consumo indiscriminado de madeira.
Os debates sobre a licitação sustentável para aquisição de madeira por parte dos governos (federal, estadual e municipal) foram realizados durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados.
Para a diretora regional do Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (ICLEI), Laura Valente de Macedo, o debate propõe uma reflexão a respeito das compras públicas sustentáveis. “Se a gente não souber o quanto está desmatando, o quanto está sendo consumido, não poderemos fazer a ponte nem definir alternativas para resolver o problema”, disse Laura Valente.
O ICLEI afirmou que há um projeto piloto na América Latina, iniciado em maio de 2007 em parceria com a embaixada britânica, que pretende aumentar a demanda do mercado por produtos ambientais e socialmente preferíveis, através de apoio aos esforços de aquisições públicas por parte dos governos estaduais e municipais. Esse projeto inclui os governos estaduais de Minas Gerais e de São Paulo.
Segundo o conselho, em 2004, uma iniciativa semelhante foi implantada na Europa. Atualmente, mais de 200 instituições européias participam da rede conhecida como Compre Verde.
O deputado Luiz Carreira (DEM-BA), que é coordenador do Grupo de Trabalho de Floresta da Frente Parlamentar Ambientalista, afirmou que os debates se concentraram nas alternativas possíveis para regulamentar a questão das compras sustentáveis.
Carreira explicou que cerca de 23 cidades no interior de São Paulo já adotam práticas de compras sustentáveis e que o estado já possui uma regulamentação sobre o assunto. Segundo ele, outras cidades brasileiras também estão adotando essa prática.
“Foi possível também ver as iniciativas que estão sendo tomadas pelo Ministério do Meio Ambiente que está buscando regulamentar essa questão das compras federais e fazer de forma sustentável, incorporando a questão ambiental à da madeira ilegal, proibindo a compra, ordenando esse processo e disciplinando”, disse Carreira.
A coordenadora do Programa de Consumo Sustentável da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Raquel Biderman, explicou que o governo federal vem desenvolvendo algumas iniciativas nessa área e que atualmente há uma mobilização maior, não só para alteração da lei de licitação geral, mas para incorporar o critério ambiental nas compras e contratações.
Durante a audiência pública, o coordenador da Campanha da Madeira e Desmatamento da Amazônia do Greenpeace, Marcelo Marquesini, apresentou o programa Cidade Amiga da Amazônia que consiste na criação de uma legislação municipal que elimine a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos de todas as compras municipais. Ele disse que o programa deve ajudar a criar condições de mercado para a madeira produzida de forma sustentável na Amazônia.
Ainda estiveram presentes à audiência pública como expositores o diretor de Economia e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Fernando Krieger Merico; o engenheiro florestal do WWF Brasil, Estevão Braga e o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário César Montovani.
Os debates sobre a licitação sustentável para aquisição de madeira por parte dos governos (federal, estadual e municipal) foram realizados durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, na Câmara dos Deputados.
Para a diretora regional do Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (ICLEI), Laura Valente de Macedo, o debate propõe uma reflexão a respeito das compras públicas sustentáveis. “Se a gente não souber o quanto está desmatando, o quanto está sendo consumido, não poderemos fazer a ponte nem definir alternativas para resolver o problema”, disse Laura Valente.
O ICLEI afirmou que há um projeto piloto na América Latina, iniciado em maio de 2007 em parceria com a embaixada britânica, que pretende aumentar a demanda do mercado por produtos ambientais e socialmente preferíveis, através de apoio aos esforços de aquisições públicas por parte dos governos estaduais e municipais. Esse projeto inclui os governos estaduais de Minas Gerais e de São Paulo.
Segundo o conselho, em 2004, uma iniciativa semelhante foi implantada na Europa. Atualmente, mais de 200 instituições européias participam da rede conhecida como Compre Verde.
O deputado Luiz Carreira (DEM-BA), que é coordenador do Grupo de Trabalho de Floresta da Frente Parlamentar Ambientalista, afirmou que os debates se concentraram nas alternativas possíveis para regulamentar a questão das compras sustentáveis.
Carreira explicou que cerca de 23 cidades no interior de São Paulo já adotam práticas de compras sustentáveis e que o estado já possui uma regulamentação sobre o assunto. Segundo ele, outras cidades brasileiras também estão adotando essa prática.
“Foi possível também ver as iniciativas que estão sendo tomadas pelo Ministério do Meio Ambiente que está buscando regulamentar essa questão das compras federais e fazer de forma sustentável, incorporando a questão ambiental à da madeira ilegal, proibindo a compra, ordenando esse processo e disciplinando”, disse Carreira.
A coordenadora do Programa de Consumo Sustentável da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo, Raquel Biderman, explicou que o governo federal vem desenvolvendo algumas iniciativas nessa área e que atualmente há uma mobilização maior, não só para alteração da lei de licitação geral, mas para incorporar o critério ambiental nas compras e contratações.
Durante a audiência pública, o coordenador da Campanha da Madeira e Desmatamento da Amazônia do Greenpeace, Marcelo Marquesini, apresentou o programa Cidade Amiga da Amazônia que consiste na criação de uma legislação municipal que elimine a madeira de origem ilegal e de desmatamentos criminosos de todas as compras municipais. Ele disse que o programa deve ajudar a criar condições de mercado para a madeira produzida de forma sustentável na Amazônia.
Ainda estiveram presentes à audiência pública como expositores o diretor de Economia e Meio Ambiente do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Fernando Krieger Merico; o engenheiro florestal do WWF Brasil, Estevão Braga e o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário César Montovani.
Projetos visam reduzir aquecimento global
Meio Ambiente aborda coleta seletiva de lixo e reciclagem
Preocupada com o aquecimento global, a Comissão de Meio Ambiente promoveu, na manhã de ontem, audiência pública para tratar o tema. Coleta seletiva de lixo e reciclagem de resíduos sólidos foram ações abordadas no encontro, que foi proposto pelo deputado Izaías Régis (PTB). A idéia do parlamentar é incrementar, com sugestões dos participantes, dois projetos de lei de sua autoria que tratam o assunto.
“As proposições ainda estão em fase de discussão. Todos os órgãos do Estado ligados ao meio ambiente podem sugerir emendas”, explicou o petebista. O Projeto de Lei n0 217/07 determina que, nas sacolas usadas pelos estabelecimentos comerciais, contenham informações sobre coleta seletiva de lixo. O outro projeto, de n0 255/07, cria o Programa Educacional de Reciclagem Ambiental (Peram). A matéria prevê que, nas instituições de ensino, sejam montados postos de coleta seletiva de resíduos sólidos recicláveis. Todo o material coletado será vendido e o valor apurado revertido para melhorias na instituição. Além disso, os alunos que participarem do programa receberão uma espécie de crédito acadêmico ambiental.
“As crianças e os adolescentes precisam saber que o lixo é prejudicial quando não tratado. Se começamos agora, teremos melhorias daqui a dez ou 15 anos”, ressaltou Régis. A presidente da Comissão, deputada Ceça Ribeiro (PSB), destacou algumas das sugestões feitas aos projetos de lei. “Foram feitos principalmente alertas com relação a alguns resíduos sólidos de alta contaminação, já que um dos projetos é direcionado às escolas. E importante que a sociedade se pronuncie sobre as proposições que apresentamos, já que essa é a Casa do povo”, frisou.
A secretária executiva do Instituto Eccos (que trabalha com educação ambiental no Estado), Rossana Fonseca, disse que as iniciativas são importantes, mas necessitam de ajustes. “É preciso rever a questão das escolas, para não transformá-las em depósitos de resíduos”, observou. O representante da Secretaria Estadual de Educação, Genilson Marinho, acrescentou que a comunidade escolar, a Secretaria e os gestores devem avaliar com calma essa questão. Ceça Ribeiro declarou que o debate será aprofundado.
A socialista informou que, na próxima terça-feira, outra reunião do colegiado discutirá a utilização das latas de cerveja e refrigerante. No dia 5 de dezembro, a questão dos resíduos sólidos será abordada na Alepe. “Estamos convidando as instituições envolvidas com a questão ambiental, inclusive as empresas, para esse encontro”, disse.
Também participaram da audiência pública representantes da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), das Secretarias Estaduais de Educação e Fazenda, Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), alunos e professores das redes estadual e municipal de ensino.
Preocupada com o aquecimento global, a Comissão de Meio Ambiente promoveu, na manhã de ontem, audiência pública para tratar o tema. Coleta seletiva de lixo e reciclagem de resíduos sólidos foram ações abordadas no encontro, que foi proposto pelo deputado Izaías Régis (PTB). A idéia do parlamentar é incrementar, com sugestões dos participantes, dois projetos de lei de sua autoria que tratam o assunto.
“As proposições ainda estão em fase de discussão. Todos os órgãos do Estado ligados ao meio ambiente podem sugerir emendas”, explicou o petebista. O Projeto de Lei n0 217/07 determina que, nas sacolas usadas pelos estabelecimentos comerciais, contenham informações sobre coleta seletiva de lixo. O outro projeto, de n0 255/07, cria o Programa Educacional de Reciclagem Ambiental (Peram). A matéria prevê que, nas instituições de ensino, sejam montados postos de coleta seletiva de resíduos sólidos recicláveis. Todo o material coletado será vendido e o valor apurado revertido para melhorias na instituição. Além disso, os alunos que participarem do programa receberão uma espécie de crédito acadêmico ambiental.
“As crianças e os adolescentes precisam saber que o lixo é prejudicial quando não tratado. Se começamos agora, teremos melhorias daqui a dez ou 15 anos”, ressaltou Régis. A presidente da Comissão, deputada Ceça Ribeiro (PSB), destacou algumas das sugestões feitas aos projetos de lei. “Foram feitos principalmente alertas com relação a alguns resíduos sólidos de alta contaminação, já que um dos projetos é direcionado às escolas. E importante que a sociedade se pronuncie sobre as proposições que apresentamos, já que essa é a Casa do povo”, frisou.
A secretária executiva do Instituto Eccos (que trabalha com educação ambiental no Estado), Rossana Fonseca, disse que as iniciativas são importantes, mas necessitam de ajustes. “É preciso rever a questão das escolas, para não transformá-las em depósitos de resíduos”, observou. O representante da Secretaria Estadual de Educação, Genilson Marinho, acrescentou que a comunidade escolar, a Secretaria e os gestores devem avaliar com calma essa questão. Ceça Ribeiro declarou que o debate será aprofundado.
A socialista informou que, na próxima terça-feira, outra reunião do colegiado discutirá a utilização das latas de cerveja e refrigerante. No dia 5 de dezembro, a questão dos resíduos sólidos será abordada na Alepe. “Estamos convidando as instituições envolvidas com a questão ambiental, inclusive as empresas, para esse encontro”, disse.
Também participaram da audiência pública representantes da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), das Secretarias Estaduais de Educação e Fazenda, Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), alunos e professores das redes estadual e municipal de ensino.
Prorrogadas inscrições para o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente
Interessados devem se inscrever por meio de remessa postal registrada
As inscrições ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, edição 2007, foram prorrogadas para até o dia 10 de novembro. Interessados devem se inscrever por meio de remessa postal registrada endereçada ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, Caixa Postal 10805, CEP: 70.306.970 - Brasília-DF. O prêmio tem por objetivo valorizar e incentivar trabalhos em prol da conservação do meio ambiente da Amazônia.
Podem concorrer pessoas físicas ou jurídicas de direito privado com ou sem fins lucrativos, instituições de pesquisas públicas e privadas, ongs, sindicatos e associações comunitárias. Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias liderança individual, associação comunitária, organização não-governamental, negócios sustentáveis, ciência e tecnologia e arte e cultura.
Mais informações no www.mma.gov.br ou pelo telefone (61) 3317 1326/1441.
As inscrições ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, edição 2007, foram prorrogadas para até o dia 10 de novembro. Interessados devem se inscrever por meio de remessa postal registrada endereçada ao Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, Caixa Postal 10805, CEP: 70.306.970 - Brasília-DF. O prêmio tem por objetivo valorizar e incentivar trabalhos em prol da conservação do meio ambiente da Amazônia.
Podem concorrer pessoas físicas ou jurídicas de direito privado com ou sem fins lucrativos, instituições de pesquisas públicas e privadas, ongs, sindicatos e associações comunitárias. Os trabalhos podem ser inscritos nas categorias liderança individual, associação comunitária, organização não-governamental, negócios sustentáveis, ciência e tecnologia e arte e cultura.
Mais informações no www.mma.gov.br ou pelo telefone (61) 3317 1326/1441.
Conferência do Meio Ambiente começa hoje
O Acre será sede a partir de hoje da terceira edição da Conferência de Meio Ambiente. O evento, que discute as dificuldades e apresenta soluções para o meio ambiente, será levado aos municípios do interior do Estado nesta edição, informou o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Anselmo Forneck.
“Optamos por realizar esta conferência nos municípios para chegarmos mais próximos da gestão de cada local. Será algo muito produtivo, pois ouviremos os maiores problemas sofridos por cada região do Estado”, disse Forneck.
As discussões de hoje ocorrem em Assis Brasil e em Brasiléia. A realização é da coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Imac), do Ibama e da Associação dos Prefeitos do Acre (ASMAC).
A programação está totalmente definida, com a proposta de atender os 21 municípios do interior para que seja feita a construção participativa de política ambiental, em um processo de integra os governos e a sociedade.
Depois que as propostas forem feitas, os documentos serão encaminhados para a Conferência Estadual, de onde sairá um documento integrado representando as propostas do Acre que serão levados ao encontro nacional, em maio do próximo ano.
“Optamos por realizar esta conferência nos municípios para chegarmos mais próximos da gestão de cada local. Será algo muito produtivo, pois ouviremos os maiores problemas sofridos por cada região do Estado”, disse Forneck.
As discussões de hoje ocorrem em Assis Brasil e em Brasiléia. A realização é da coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Imac), do Ibama e da Associação dos Prefeitos do Acre (ASMAC).
A programação está totalmente definida, com a proposta de atender os 21 municípios do interior para que seja feita a construção participativa de política ambiental, em um processo de integra os governos e a sociedade.
Depois que as propostas forem feitas, os documentos serão encaminhados para a Conferência Estadual, de onde sairá um documento integrado representando as propostas do Acre que serão levados ao encontro nacional, em maio do próximo ano.
Meio ambiente: Prefeitura realizará trabalho de conscientização
No próximo sábado, dia 10, a Prefeitura de Taubaté, através do DSU (Departamento de Serviços Urbanos), realizará um trabalho de conscientização com a população sobre o que é lixo ou o que é material reciclável. O evento contará com a participação de alunos da Anhanguera e da Unitau, ONG Senso, Escoteiros e voluntários.
Na segunda-feira, dia 12, será realizado um bota-fora, onde a população poderá colocar em frente a sua residência todo o material que possui em sua casa e que não está usando (pneu, sofá, garrafa, móveis, entre outros), o que for aproveitável será doado para o Lar Irmã Amália e o restante será depositado no Aterro Municipal..
Projeto Vira Lata
O diretor do DSU, Paulo Roberto Coelho, acompanhado da presidente do SENSO, Márcia Ferreira, e do técnico do DSU Antonio Marcio Lindeberg, esteve na cidade de Osasco, onde visitaram o Projeto Vira Lata que tem como principal proposta atingir duas grandes questões: a exclusão social e a degradação ambiental. "O Projeto Vira Lata nasceu em 1998, com o trabalho de retirar do meio ambiente materiais que poderiam ser reciclados, gerando renda para os catadores", disse Paulo Roberto.
"A nossa visita teve como intenção ver a experiência da cooperativa em Osasco para depois implantarmos em nosso município", afirma.
"Estamos realizando diversas ações em nosso departamento buscando melhorar sempre a qualidade de vida do cidadão taubateano, e para isso, contamos com o respaldo do prefeito Roberto Peixoto", ressalta o diretor.
Na segunda-feira, dia 12, será realizado um bota-fora, onde a população poderá colocar em frente a sua residência todo o material que possui em sua casa e que não está usando (pneu, sofá, garrafa, móveis, entre outros), o que for aproveitável será doado para o Lar Irmã Amália e o restante será depositado no Aterro Municipal..
Projeto Vira Lata
O diretor do DSU, Paulo Roberto Coelho, acompanhado da presidente do SENSO, Márcia Ferreira, e do técnico do DSU Antonio Marcio Lindeberg, esteve na cidade de Osasco, onde visitaram o Projeto Vira Lata que tem como principal proposta atingir duas grandes questões: a exclusão social e a degradação ambiental. "O Projeto Vira Lata nasceu em 1998, com o trabalho de retirar do meio ambiente materiais que poderiam ser reciclados, gerando renda para os catadores", disse Paulo Roberto.
"A nossa visita teve como intenção ver a experiência da cooperativa em Osasco para depois implantarmos em nosso município", afirma.
"Estamos realizando diversas ações em nosso departamento buscando melhorar sempre a qualidade de vida do cidadão taubateano, e para isso, contamos com o respaldo do prefeito Roberto Peixoto", ressalta o diretor.
Inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
Até o dia 18 de novembro, estão abertas as inscrições para a 4ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. A competição, promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), é voltada para alunos do 6º ao 9º ano dos ensinos fundamental e médio, tanto de escolas públicas, quanto de instituições privadas.
O objetivo do evento é estimular a educação de jovens no sentido de construírem conhecimentos e de refletirem, de modo crítico, sobre as questões e problemas referentes à saúde e ao meio ambiente no Brasil. *Mais informações no site http://www.fiocruz.br ou telefone: (21) 2560-8259 | Por: (www.ivfrj.ccsdecania.ufrj.br)
O objetivo do evento é estimular a educação de jovens no sentido de construírem conhecimentos e de refletirem, de modo crítico, sobre as questões e problemas referentes à saúde e ao meio ambiente no Brasil. *Mais informações no site http://www.fiocruz.br ou telefone: (21) 2560-8259 | Por: (www.ivfrj.ccsdecania.ufrj.br)
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
China e UE investirão 175 milhões de euros para limpar rios

PEQUIM - A China e a União Européia lançaram uma campanha conjunta para limpar os dois principais rios chineses, o Yang Tsé e o Amarelo, com um orçamento de mais de 175 milhões de euros, informou nesta quarta-feira, 17, a agência oficial Xinhua.
O programa, que terá uma duração de cinco anos, conta com 25 milhões de euros concedidos pela UE, mais de 80 milhões de euros em empréstimos do Banco Mundial e 70 milhões de euros da China.
A iniciativa tem como objetivo elaborar um plano e uma série de políticas para controlar a poluição ao longo do rio Amarelo, conscientizar a população para a necessidade de reduzir a poluição industrial e restaurar a irrigação ao longo dos lances centrais.
O fundo também será utilizado para incentivar os moradores das províncias de Yunnan, Guizhou e Hubei e do município de Chongqing a plantar florestas para melhorar as reservas ecológicas ao longo dos trechos superiores e centrais do Yang Tsé.
O Yang Tsé é o rio mais longo da Ásia, e o Amarelo o segundo mais longo da China.
Segundo o acordo, especialistas europeus fornecerão sua experiência em gestão de rios. Assim, a China tentará melhorar seu sistema de controle fluvial. As cidades e zonas industriais vizinhas aos dois rios deverão melhorar seus "problemas ecológicos" nos próximos três meses.
* Foto do rio Amarelo.
Terras indígenas e áreas na Amazônia ganham novo sistema

MANAUS - O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) anunciou nesta quinta-feira, 18, o lançamento de um novo sistema de dados sobre terras indígenas e áreas de conservação da Amazônia. Batizado de Programa de Monitoramento de Áreas Especiais (ProAe), o aplicativo desenvolvido pelo Censipam de Porto Velho (RO) contém dados sobre desmatamento ou da ação do homem sobre o meio ambiente, entre outros, mesmo que se tratem de pequenas intervenções.
Poderão ter acesso às informações órgãos que tenham atuação na Amazônia, como secretarias de Meio Ambiente municipais ou estadual, Defesa Civil, Ministério Público, Polícia Federal, prefeituras e universidades.
De acordo com o diretor-geral do Censipam, Marcelo de Carvalho Lopes, a base de dados do ProAe possui imagens de satélite, atualizadas regularmente, incluindo cartas-imagem compactadas, informações temáticas georeferenciadas, além de dados estatísticos sobre desmatamento. Os dados, explicou, serão fornecidos em Cds.
"Nosso objetivo é que tenhamos um alto grau de detalhes para que possamos compartilhar isso com outros órgãos estaduais, com atribuição de repressão ao desmatamento, como Ibama, polícias ambientais e Polícia Federal. Os dados permitirão que esses órgãos estruturem operações a partir das informações recebidas, identificando o incremento de ações ilícitas de desmatamento", destacou.
A versão do sistema lançada nesta quinta inclui análises de áreas no Acre, em Rondônia e Mato Grosso. E para garantir maior abrangência da região amazônica, outros técnicos do Censipam participam de treinamentos para padronização das normas de organização dos dados de outros estados. Com isso, até o primeiro semestre de 2008, os resultados uniformizados da Amazônia inteira estarão disponíveis.
"Só em Rondônia estão sendo monitorados mais de 9,2 milhões de hectares de unidades de conservação estaduais, federais e terras indígenas. O objetivo não é monitorar todas as áreas, mas que se tenha um grau elevado de detalhes as áreas monitoradas", informou Lopes.
Ele explicou ainda que o sistema deverá fornecer, "em um segundo momento, informações sobre campos de pouso, movimento aéreo e mineração ilícita nesses três estados e, a partir de 2008, em toda a Amazônia Brasileira".
Notícias - Empresários espanhóis buscam negócios no setor do meio ambiente no Brasil
Rio de Janeiro - Empresas espanholas de maquinaria e equipamentos do meio ambiente iniciaram em São Paulo e Rio de Janeiro uma missão comercial para buscar novos negócios em uma área na qual o Brasil tem enormes necessidades e perspectivas, segundo representantes da Câmara de Comércio de Barcelona.
Após visitar São Paulo, o grupo empresarial realizou hoje um encontro com representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
"Existem grandes perspectivas. O Brasil é um país de dimensões continentais que precisa fazer muito em Meio Ambiente", disse à agência Efe a representante da Câmara de Comércio de Barcelona, Marta Cerdá i Pascuet, pouco antes da reunião com os brasileiros.
A missão empresarial reúne seis empresas médias que são importantes no setor e com ampla experiência acumulada na Europa nas áreas de saneamento de águas.
A missão afirmou hoje uma rodada de negócios com representantes de companhias brasileiras e autoridades do meio ambiente do Governo do estado do Rio de Janeiro.
Ainda estão previstas "visitas técnicas" a empresas e instalações.
Segundo o site A Tarde
Após visitar São Paulo, o grupo empresarial realizou hoje um encontro com representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
"Existem grandes perspectivas. O Brasil é um país de dimensões continentais que precisa fazer muito em Meio Ambiente", disse à agência Efe a representante da Câmara de Comércio de Barcelona, Marta Cerdá i Pascuet, pouco antes da reunião com os brasileiros.
A missão empresarial reúne seis empresas médias que são importantes no setor e com ampla experiência acumulada na Europa nas áreas de saneamento de águas.
A missão afirmou hoje uma rodada de negócios com representantes de companhias brasileiras e autoridades do meio ambiente do Governo do estado do Rio de Janeiro.
Ainda estão previstas "visitas técnicas" a empresas e instalações.
Segundo o site A Tarde
A agenda internacional do meio ambiente

Poucas vezes o Prêmio Nobel da Paz foi tão justamente atribuído quanto o deste ano, que distinguiu Al Gore e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC) das Nações Unidas. O político americano, após sua duvidosa derrota para George W. Bush em 2000, dedicou-se de corpo inteiro a promover a consciência dos graves perigos que provocam as mudanças climáticas resultantes da ação do homem. Seu filme, Uma verdade inconveniente, foi um excelente instrumento de comunicação de massa e contribuiu para que a questão das emissões de gases de efeito estufa esteja presente na mente de milhões de pessoas em todo o mundo. Já o IPCC, presidido pelo cientista indiano Rajendra Pachauri, produziu em poucos anos um trabalho científico colossal, jogando por terra todas as crendices que duvidavam dos efeitos nefastos das mudanças climáticas.
Existe na ONU uma velha piada segundo a qual um camelo é um cavalo desenhado por um comitê. O IPCC não é um camelo nem sequer um comitê, é um foro de cientistas para o intercâmbio de pesquisas e avaliações sobre o efeito das mudanças climáticas. Não é, portanto, um órgão de negociação entre governos nem visa a criar normas para reger o comportamento das nações e das sociedades: seu foco é apenas o diagnóstico científico e não está sujeito aos condicionamentos políticos que geralmente levam a soluções de compromisso mais diluídas. E este diagnóstico foi claríssimo: se não forem tomadas medidas importantes para reverter os efeitos dos gases estufa que causam o aquecimento global, haverá conseqüências graves na forma de desertificação de regiões tropicais, derretimento de geleiras e elevação do nível do mar ameaçando as cidades costeiras, fortes prejuízos para a agricultura mundial e para a fauna, entre outras.
Em todo o mundo, o que era um tema marginal, quase restrito aos ecologistas, se transformou num dos tópicos políticos mais em foco. Nos Estados Unidos, por exemplo, a questão figura em posição destacada na agenda do já intenso debate para as eleições presidenciais de 2008, em parte porque está associada à questão crucial de como evitar a dependência do petróleo importado e, de outro lado, porque a devastação de Nova Orleans pelo furacão Katrina funcionou como um alerta dramático sobre os perigos dos fenômenos naturais acelerados pela ação humana. Até o presidente Bush - apelidado de “texano tóxico” no passado, por suas fortes ligações com as empresas de petróleo - está agora tentando parecer construtivo, após ter denunciado o tímido acordo de Kyoto sob a alegação de que inibiria o crescimento da economia norte-americana. A própria China, que hoje é a campeã mundial da poluição, acaba de fazer da proteção ao meio ambiente uma de suas prioridades, inovando assim significativamente.
Mas se pode dizer que as condições estão dadas para um amplo acordo internacional sobre o aquecimento global? A resposta não é clara.Ela começará a ser esboçada em Bali, nas próximas semanas, quando se iniciam negociações governamentais com este objetivo. Há duas categorias de dificuldades:
Questões políticas - Não está claro qual será o grau de engajamento dos dez países que são os maiores responsáveis na tarefa de impor limites às emissões de CO2. Os europeus parecem ser os únicos que têm uma postura positiva já definida. Por diversas razões, os Estados Unidos, a China, a Rússia, a Índia, a Indonésia e o nosso Brasil (grande emissor de CO2 por causa do desmatamento da Amazônia) manifestam relutância em aceitar uma disciplina internacional.
Questões de método - Está havendo um grande debate sobre quais seriam os métodos mais eficazes para combater o aquecimento global. A fórmula mais amplamente preconizada tem origem já no acordo de Kyoto: limitar as emissões e permitir que se desenvolva um comércio internacional de créditos de excedentes de carbono, conhecido pelo título em inglês cap and trade. Em outras palavras, os países aceitariam a obrigação de restringir suas emissões de CO2, mas haveria estímulo que pudesse compensar suas emissões pela aquisição de certificados de projetos que absorvam gases de efeito estufa. Muitos consideram que este esquema é de viabilidade duvidosa pela dificuldade de estabelecer as cotas, controlar as emissões e os próprios projetos, verificar a observância dos compromissos e implementar um sistema ambicioso de comércio de créditos de carbono. Para estes analistas, a única alternativa viável seria a criação de um imposto proporcional às emissões, destinando-se os fundos arrecadados ao desenvolvimento de tecnologias não poluentes, inclusive na área de energia, para a proteção das florestas.
Creio que o debate que vai se iniciar em Bali será longo e complexo. Finalmente, entretanto, deverá resultar numa fórmula global de compromisso. Os governos não podem mais evitar a adoção de medidas universais de controle das emissões de CO2.
O Brasil encontra-se curiosamente em posição paralela à dos Estados Unidos, opondo-se a medidas universais e preconizando apenas que cada país tenha suas próprias metas e métodos de controle. Continuamos, assim, na contramão, como disse recentemente o professor José Goldenberg. É lamentável que seja assim no momento em que, ao contrário das fanfarras presidenciais, o Ministério do Meio Ambiente informou nesta semana que o desmatamento cresceu fortemente nos últimos três meses, em particular em Mato Grosso e em Rondônia.
domingo, 19 de agosto de 2007
NOTÍCIAS: ECÓPOLE
A energia de lá vem Sol e do vento. A comida sai de fazendas orgânicas pertinho de casa. Quase ninguém tem carro. E são 500.000 habitantes. É como vai ser a primeira cidade ecológica do mundo, que está para sair do papel. Onde? Na hiperpoluída China.
A área de 86 km que vai abrigar Dongtan, ao lado de Xangai, a maior cidade da China.
Primeira fase da cidade começa em 2020, com um núcleo urbano experimental para 80.000 habitantes e mais verde do que cinza.
Como será a ECÓPOLE
ENERGIA LIMPA 1
Todos os prédios trarão painéis fotovoltaicos, que convertem a luz do Sol em eletricidade. Mas essa onipresença não garante nada. Mil painéis gerariam so 10% dos 600 gigawatts-hora de que a cidade precisa.
ENERGIA LIMPA 2
O grosso da eletricidade virá de turbinas de vento instaladas na periferia. Teoricamente, 35 das de último tipo, com pás de 126 metros, dariam conta. mas como nem sempre venta, vão construir usinas de biomassa para dar uma força.
CARROS VERDES
Lá não vão entrar carros comuns. Só os que não poluem nada, como os elétricos(que existem hoje, mas são caros). Como 2020 é logo ali, não dá para dizer que todo mundo já vai ter um desses. A solução: abrir várias locadoras de carros elétricos.
GASTO DE ENERGIA
Os prédios usarão mais luz natural e menos ar-condicionado. E a cidade irá desencorajara o uso de carros (mesmos os elétricos). Meta de reduão: 64%
ACÚMULO DE LIXO
O plano é montar um sistema de coleta 100% eficiente, capaz de mandar praticamente todo o lixo sólido para a reciclagem. Meta de redução: 83%
DESPERDÍCIO DE ÁGUA
A sacada aqui é reaproveitar a água que escorre pelos ralos em usos menos nobres, como municiar descarga de privadas. Meta de redução: 85%
LIBERAÇÃO DO CO²
Querem cortar os dois maiores produtores de CO² a geração de energia termoelétricae os motores de combustão interna. Meta de redução: 100%
SEM TER SAÍDO DO PAPEL, DONGTAN JÁ INSPIRA: LONDRES USA O PROJETO COMO BASE PARA CRIAR UMA ÁREA COM EMISSÃO ZERO DE CO² POR LÁ.
A área de 86 km que vai abrigar Dongtan, ao lado de Xangai, a maior cidade da China.
Primeira fase da cidade começa em 2020, com um núcleo urbano experimental para 80.000 habitantes e mais verde do que cinza.
Como será a ECÓPOLE
ENERGIA LIMPA 1
Todos os prédios trarão painéis fotovoltaicos, que convertem a luz do Sol em eletricidade. Mas essa onipresença não garante nada. Mil painéis gerariam so 10% dos 600 gigawatts-hora de que a cidade precisa.
ENERGIA LIMPA 2
O grosso da eletricidade virá de turbinas de vento instaladas na periferia. Teoricamente, 35 das de último tipo, com pás de 126 metros, dariam conta. mas como nem sempre venta, vão construir usinas de biomassa para dar uma força.
CARROS VERDES
Lá não vão entrar carros comuns. Só os que não poluem nada, como os elétricos(que existem hoje, mas são caros). Como 2020 é logo ali, não dá para dizer que todo mundo já vai ter um desses. A solução: abrir várias locadoras de carros elétricos.
GASTO DE ENERGIA
Os prédios usarão mais luz natural e menos ar-condicionado. E a cidade irá desencorajara o uso de carros (mesmos os elétricos). Meta de reduão: 64%
ACÚMULO DE LIXO
O plano é montar um sistema de coleta 100% eficiente, capaz de mandar praticamente todo o lixo sólido para a reciclagem. Meta de redução: 83%
DESPERDÍCIO DE ÁGUA
A sacada aqui é reaproveitar a água que escorre pelos ralos em usos menos nobres, como municiar descarga de privadas. Meta de redução: 85%
LIBERAÇÃO DO CO²
Querem cortar os dois maiores produtores de CO² a geração de energia termoelétricae os motores de combustão interna. Meta de redução: 100%
SEM TER SAÍDO DO PAPEL, DONGTAN JÁ INSPIRA: LONDRES USA O PROJETO COMO BASE PARA CRIAR UMA ÁREA COM EMISSÃO ZERO DE CO² POR LÁ.
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